O quão frágil a vida é

A gente é tão acostumado a ter as pessoas ao nosso lado que esquecemos que em um piscar de olhos uma pessoa amada pode deixar de existir. Estamos expostos a infinitas formas de um fim súbito e ainda assim nos permitimos magoar e guardar mágoas. Assim, sem um pingo sequer de medo do amanhã.

Não é tão simples. Ninguém é obrigado a viver diariamente pisando em ovos para estar bem com tudo e com todos. Mas quando cai a ficha de que quem se ama não está mais por aí, carregar o peso do “se” é como andar com roupas molhadas; é frio e pesado… Os dias se arrastam e a gente só consegue pensar em como as coisas poderiam ter sido diferentes.

Estar vivo é um jogo em que morrer não é o game over, mas perder alguém que se ama é. Principalmente quando a partida acontece quando não se está bem com quem se foi. O orgulho tem um preço e não é nada barato. Por isso é importante sempre tentar cultivar um pouco mais de humildade e empatia. E não é fácil fazer isso pois não conseguimos programar as ações das outras pessoas sobre as nossas. Então a ideia é sermos humildes apesar de todo o resto.

Aquele clichê do Renato Russo sobre amar as pessoas como se não houvesse o amanhã é muito real. Realmente não há o amanhã e nem mesmo o depois. Só existe o agora e o incerto. E a gente segue atravessando esse campo minado diariamente tentando não morrer.

Mas isso não é suficiente. É sério, nem de longe é o suficiente. Porque quem vai embora deixa para trás um vazio que nunca vai ser preenchido. Um eco que vai nos acompanhar enquanto vivermos para não nos permitir esquecer o quão frágil a vida é.

Imperfeito

Escrito em 2 de maio de 2019

Nem sempre o amor da sua vida vai entender você. Na verdade, na maioria das vezes ele nem vai ao menos tentar. A verdade é que esse lance de os opostos se atraem dura enquanto for divertido discutir, porque afinal, você está apaixonado então quem se importa se está discutindo ou se divertindo com aquela pessoal. O que importa é estar com ela.

Mas o tempo passa e as exigências começam a aparecer. Vindo de ambas as partes. E então, toda aquela paixão já não é o suficiente para se sobrepor às inúmeras discordâncias. O amor da sua vida talvez não ame você o suficiente para chamar a sua felicidade de prioridade.

Quem vai amar o suficiente para colocar as opiniões de lado? Quem vai abrir mão de estar certo para fazer as coisas ficarem bem? O amor é imperfeito. Assim como quem arriscou dizer “eu te amo”.