O quão frágil a vida é

A gente é tão acostumado a ter as pessoas ao nosso lado que esquecemos que em um piscar de olhos uma pessoa amada pode deixar de existir. Estamos expostos a infinitas formas de um fim súbito e ainda assim nos permitimos magoar e guardar mágoas. Assim, sem um pingo sequer de medo do amanhã.

Não é tão simples. Ninguém é obrigado a viver diariamente pisando em ovos para estar bem com tudo e com todos. Mas quando cai a ficha de que quem se ama não está mais por aí, carregar o peso do “se” é como andar com roupas molhadas; é frio e pesado… Os dias se arrastam e a gente só consegue pensar em como as coisas poderiam ter sido diferentes.

Estar vivo é um jogo em que morrer não é o game over, mas perder alguém que se ama é. Principalmente quando a partida acontece quando não se está bem com quem se foi. O orgulho tem um preço e não é nada barato. Por isso é importante sempre tentar cultivar um pouco mais de humildade e empatia. E não é fácil fazer isso pois não conseguimos programar as ações das outras pessoas sobre as nossas. Então a ideia é sermos humildes apesar de todo o resto.

Aquele clichê do Renato Russo sobre amar as pessoas como se não houvesse o amanhã é muito real. Realmente não há o amanhã e nem mesmo o depois. Só existe o agora e o incerto. E a gente segue atravessando esse campo minado diariamente tentando não morrer.

Mas isso não é suficiente. É sério, nem de longe é o suficiente. Porque quem vai embora deixa para trás um vazio que nunca vai ser preenchido. Um eco que vai nos acompanhar enquanto vivermos para não nos permitir esquecer o quão frágil a vida é.

3 comentários em “O quão frágil a vida é”

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